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2007-11-05 05:49:00
Culpados!Este blog não alinha na crucifixação intolerável que está a ser feita nos últimos seis meses ao casal McCann. Também não apoiamos incondicionalmente nenhuma instituição que seja objecto de pressões do poder político ou de grupos de interesse corruptos. Temos que nos proteger da gente que tem demasiado poder e acha que é impune a caprichos ou disposições. E há muita gente em Portugal que, em nome do seu sucesso pessoal, põe atrás os nossos valores essenciais.A verdade é que somos um povo de invejosos, mesquinhos e ignorantes. Não podemos ver ninguém bem sucedido que logo lhe tentamos apontar o dedo. O único erro que o casal parece ter tido é só um, algo que para os portugueses é algo de profundamente desprezível: serem um casal bem sucedido profissionalmente, no topo das respectivas carreiras, ganhando muito mais do que qualquer pessoa aqui neste minúsculo e rídiculo triângulo.Não tenho qualquer tipo de amnésia. Lembro-me muito bem do excelente tr



2007-11-02 17:51:00
RegicídioRecordação do terceiro artigo do blog1 de Fevereiro. O sol brilhante do dia de Inverno torna as cores mais alegres e o frio aconchegante faz as pessoas sentirem-se mais vivas. O rio, resplandecente e pacífico, abafa a azáfama que vem da baixa da cidade. Ali ao lado, perto dos grandes edifícios dos homens, meia dúzia de crianças brincam descontraídamente. As meninas, com casacos apertados com folhinhos, saias compridas até aos pés e um chapéu a condizer, desfilam pelo passeio como se mil olhos estivessem a olhar para cada gesto seu. Os rapazes, com colete, relógio de corrente no bolso, bengala e chapéu alto, conversam sobre a menina mais bonita de entre as que passam.Para os lado da baixa, as vendedoras da rua berram com todas as forças para que todos vejam como o peixe é fresco. Entretanto, carroças passam devagar, apreciando o belo dia que Deus ofereceu às Suas criaturas. Os cavalos fazem aquele som tão característico dos cascos a baterem no solo e as roda



2007-11-01 17:48:00
D. SebastiãoRecordação do segundo artigo do blogNo outro dia comemorámos o dia do nascimento de D. Sebastião. Que fazemos, esperamos por ele? A Europa está cada vez mais a Norte, os países mais poderosos mandam cada vez e os mais pequenos são reduzidos a nações bairristas de terceira sem voz. As empresas portuguesas são cada vez menos competitivas, têm uma mentalidade que não consegue acompanhar as congéneres europeias e, pior ainda, não conseguem arranjar formas de reduzirem os custos, inovarem os produtos e maximizarem os lucros. Os empresários nacionais não têm incentivos para cumprirem as respectivas obrigações fiscais porque, se por um lado a legislação torna relativamente fácil fazer evasões, por outro têm consciência que o Estado não gasta bem os dinheiros públicos.A nível económico as soluções passam por uma correcta distribuição dos rendimentos, melhor afectação das responsabilidades dos cidadãos ao bem-estar comum e consciencialização do



2007-11-08 19:53:00
Duas linhas de actuaçãoEsta semana não me foi possível escrever, durante três dias, os artigos normais sobre os temas propostos. Espero que na próxima semana regressemos à normalidade. Entretanto, recupero este artigo do ano de 2004, que é tão actual como se fosse escrito hoje.Temos discutido e falado, ao longo de já algum tempo, alguns dos problemas da sociedade portuguesa, assim como o necessário enquadramento da Monarquia em todas as facetas do nosso povo. Tem sido uma discussão frutífera e útil em diversos aspectos, mas penso que chegou a hora de colocarmos em prática algumas das nossas ideias. Escrevo aqui sobre duas linhas de actuação que considero serem fundamentais: a busca e implementação de Grandes Causas e a Formação Obrigatória de uma população cada vez mais fria e ignorante.Grandes CausasÉ necessário que a Monarquia defenda grandes causas que catapultem a união de todos os portugueses, como foi conseguido no passado com a situação de Timor. Se



2007-11-12 11:43:00
O nosso caminhoEscrevo aqui há mais de quatro anos, mas suponho que é necessário sublinhar a minha participação em actividades ligadas à monarquia. Devo começar por dizer que comecei tarde na militância activa porque, como muitos, achava que o esforço não valia a pena. Sempre que participava numa acção monárquica sentia-me pouco à vontade com a gente que por ali andava: sonhadores fúteis, fidalgos pouco empenhados, burgueses em busca de honras e novos-ricos orgulhosos à procura de ascenção social.Entretanto, o amadurecimento levou-me a ver as coisas com mais paciência e menos altivez, ensinou-me que o mais importante é o caminho e que temos a obrigação de ser eternos peregrinos em direcção à terra prometida. Se é um facto que há muito a percorrer, também temos de estar cientes das verdades que vamos aprendendo na estrada – foram os peregrinos de Fátima que me ensinaram isto ao longo dos anos. O cinco de Outubro foi uma lição que tem de ser escutada com



2007-12-07 19:12:00
Dia da Imaculada ConceiçãoAve Maria,cheia de graça,o Senhor é convosco.Bendita sois vós entre as mulherese bendito é o fruto do vosso ventre: Jesus.Santa Maria, Mãe de Deus,rogai por nós, pecadores,agora e na hora da nossa morte. Amém.



2007-12-03 17:43:00
A Restauração – ontem, hoje e sempreHá muita confusão no nosso país sobre o significado do feriado de 1 de Dezembro. É imperioso a formação dos mais jovens, para que conheçam a nossa História e percebam que, ao contrário do que se diz diariamente por aí, não é vergonha nenhuma ser-se português. Mais ainda, o valor profundo da nossa nacionalidade não se esgota nos estádios de qualquer desporto, jogados por meninos alarves, ricos e mimados. Vivemos um período crucial na construção da sociedade moderna, em que várias revoluções silenciosas se têm feito ilegalmente, como é o caso da unificação europeia. É fundamental pois proclamarmos bem alto quem fomos e assim vislumbrar o que seremos, pois a melhor forma de se conhecer o futuro é entender o passado. A nossa História diz que temos um povo de descobridores e viajantes, mas os governantes afirmam que devemos esquecer os nossos companheiros de sempre, na África, na Ásia e no Brasil. Dizem que o futuro está


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2008-03-10 22:50:35
The Darjeeling LimitedViagem espiritual de três irmãos (Owen Wilson, Adrien Brody e Jason Schwartzman) pela India, terra de gurus, exotismo e iluminação espiritual, tentando arranjar um sentido para a vida, algo que a transforme ou a modele. O comboio, que Bill Murray não consegue apanhar logo no início, tem o nome do título do filme e leva os três irmãos a uma série de descobertas pessoais que os une novamente.Muito dificilmente poderemos apelidar este filme dentro do género comédia. Mas tem características muito criativas. O cenário e música de fundo são predominantemente indianos (mas não procure aqui uma linha coerente), o visual é absolutamente retro e o estilo predominante é o dos anos setenta. Os actores são excelentes e suportam grande parte do filme, mas uma da


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2008-03-10 21:32:45
Debate Monarquia/República na RTP1Em primeiro lugar devo dizer que os republicanos estavam muito mal preparados, o que se entende. Os monárquicos estavam quase tão mal, o que não se perdoa. A nossa melhor organização, dos últimos tempos, foi mal utilizada.Temia que as Reais e a velha guarda tivessem a voz. E foi o que aconteceu, para muita pena minha. Lamento muito não ter ouvido mais o Professor Mendo Castro Henriques. O Paulo Teixeira Pinto ainda não tinha provas dadas entre os monárquicos e, a meu ver, não as deu. Falta-lhe motivação.Os republicanos carregaram na mesma tecla de sempre, da pretensa igualdade entre os cidadãos para chegar ao topo. Os monárquicos falaram demasiado em identidade nacional, no passado e nas questões afectivas. Gonçalo Ribeiro Telles, o mais v


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2008-03-10 14:02:57
Petição da Linha do DouroPela revitalização da Linha do Douro e pela reabertura do troço ferroviário entre Pocinho e Barca de AlvaDirigida a: Presidente da Assembleia da República Portuguesa; Primeiro-Ministro do Governo Português; Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações; Deputados da Assembleia da República- Considerando que, no séc. XIX, a linha do Douro provocou uma revolução nas comunicações, permitindo a ligação rápida do Douro Litoral ao Interior e do Alto Douro ao Litoral e de ambos à Espanha e à Europa;- Considerando que a ferrovia trouxe progresso a toda a sua área de influência pela mobilidade de pessoas que propiciou, pela movimentação de mercadorias que permitiu e pelas actividades que atraiu;- Considerando que o declínio da linha se d


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2008-03-04 21:37:00
John McCainCaso seja eleito será o Presidente dos E. U. mais velho de sempre. Há alguns meses estava muito longe do local onde está agora, com pouca gente a acreditar que pudesse ser o candidato republicano, sem dinheiro, sem “staff” e sem apoiantes. Mas a verdade é que conseguiu, contra muitos.Esteve nos últimos anos a representar os republicanos nos programas liberais com grande audiência na América, o que lhe valeu grande popularidade entre os democratas. Mais ainda, há muita gente que diz que ele tem mais popularidade entre o partido rival do que no próprio partido.Vai ter uma grande batalha pela frente, mas acredito que irá ganhar a corrida presidencial. Os republicanos vão preferi-lo como “menos mau” e votar nele, o mesmo acontecendo com muitos democratas, onde gan


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2008-02-26 19:19:43
A reclusa como pessoa humana“Eles tratam a gente como gado, esquecem-se que somos gente, mas somos pessoas como as outras e temos sentimentos”, queixa-se em lágrimas a reclusa n.º 427, como se lhe tivessem arrancado mais um pedaço de alma.A sociedade necessita de justiça para ter paz, mas o julgamento já foi feito e a pena está a ser cumprida, para quem está na prisão, através da privação da liberdade. Este é, pois, o momento ideal para se cumprir um terceiro elemento fundamental: o perdão, pressuposto para que haja uma reinserção total e efectiva, na mesma sociedade que desencadeou a condenação.A verdade é que a legislação nacional tem como preocupação fundamental a ressocialização dos reclusos, assegurando-lhes (com as restrições decorrentes do estatuto pró


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2008-02-25 04:14:59
"¡Esto es para España y para todos vosotros!"Muito recentemente fiz a crítica ao "No Country For Old Man". Já esperava que tivesse sucesso, pela forma como os irmãos Coen escreveram e editaram o filme. Também fiz referência a Javier Bardem, que ganhou o óscar para melhor actor secundário - o que é "estranho", pois muito dificilmente não poderíamos considerar o seu papel como principal, dentro do enredo do filme. Mas aqui ao lado devem-se ter enchido de orgulho por ver e ouvir Bardem gritar "Por España!" na meca do cinema.'Old Men,' Europeans seize Oscars - este foi o título da CNN ao publicitar quem tinha ganho este ano. Marion Cotillard, Daniel Day-Lewis, Javier Bardem e Tilda Swinton ganharam os óscares de interpretação. Quatro actores que ganham muito menos que os compa


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2008-02-18 11:09:45
Morreu o Grão-Mestre da Ordem de Malta No último Sábado, às 16h30 na Sé do Porto, realizou-se uma missa em memória de frei Andrew Bertie, Grão-Mestre da Soberana e Militar Ordem de Malta, falecido uma semana antes. O coro da Sé abrilhantou a cerimónia, onde estiveram presentes muitas individualidades, organizações e ordens honoríficas, como a Ordem de Nossa Conceição da Vila Viçosa e Ordem do Santo Sepulcro.Estava tudo muito bem organizado e contou com a presença de alguns Cavaleiros da Ordem de Malta, incluíndo S.A.R. sr. Dom Miguel, Duque de Viseu, o Corpo Voluntário da Ordem de Malta e alguns peregrinos que ao longo dos anos beneficiaram da ajuda directa desta Ordem. Também várias entidas militares foram prestar homenagem ao homem que foi o mentor de uma reforma inte


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2008-02-18 06:26:17
No Country For Old ManFilme dos irmãos Coen, com excelentes interpretações de Javier Bardem e Josh Brolin. A acção passa-se no principio dos anos oitenta e relata a perseguição violenta de um assassino psicótico (Bardem) a um veterano do Vietname (Brolin). Pelo meio ainda aparecem os notáveis Woody Harrelson e Tommy Lee Jones. Mas o mais impressionante e genial é sem dúvida o argumento, com diálogos electrizantes e com qualidade ao nível do melhor Quentin Tarantino. E ultrapassando "Fargo".O pior do filme é a violência demasiado explícita, desnecessária quando se tem uma produção desta qualidade. Para a história do cinema ficará o personagem doentio e filosófico, Anton Chigurh, um assassino com um visual “retro” e armas imprevisíveis. Por outro lado, a partir de


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2008-02-15 15:56:53
Dom Duarte é o sucessor dos Reis de Portugalpor Augusto Ferreira do Amaral4 – As tentativas de atingir D. DuarteAs insustentáveis tentativas de algumas criaturas sem qualquer qualificação para dissertar sobre estes temas e para pôrem em causa estas evidências, têm por vezes resvalado para a pura calúnia relativa aos Senhor D. Duarte.Entre as mentiras que se tentam fazer passar figura a de que D. Duarte viveria à custa do Estado português, ou de dinheiros públicos.Nada de mais torpemente falso.D. Duarte não aufere quaisquer rendimentos da Fundação da Casa de Bragança. E deveria até ter direito a auferi-los.A Casa de Bragança possuía um acervo grande de bens vinculados, que assim permaneceram, excluídos das regras gerais da sucessão, depois da abolição do morgadio e m


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2008-02-15 15:54:52
Dom Duarte é o sucessor dos Reis de Portugalpor Augusto Ferreira do Amaral3 - Aplicação aos factos dos princípios adoptadosTendo presentes as regras atrás enunciadas, caberá aplicá-las à situação de facto existente.À data em que faleceu o último Rei de Portugal, D. Manuel II – 2 de Julho de 1932 – não havia descendentes portugueses legítimos, de D. Maria II.A propósito note-se que uma tal Ilda Toledano, que se intitulou a si própria "Maria Pia de Bragança" e fez muito alarido nos anos 50 a 80 do séc. XX, sustentando que seria filha de D. Carlos e reclamando direito à sucessão na Coroa, não poderia ser entendida como incluída nessa categoria. Na verdade, mesmo que ela fosse filha de D. Carlos – o que de todo se discorda, pois a justificação que apresentou não


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2008-02-15 15:51:54
Dom Duarte é o sucessor dos Reis de Portugalpor Augusto Ferreira do Amaral2.5 - O hipotético banimentoTem sido por vezes suscitada um condicionamento da sucessão régia da linha descendente de D. Miguel com base na chamada "lei do banimento". Esta foi uma lei ordinária, sem natureza constitucional emitida sob a forma de Carta de Lei em 19 de Dezmebro de 1834.Pelo seu art. 1º «O ex-infante D. Miguel, e seus descendentes são excluidos para sempre do direito de succeder na Corôa dos Reinos de Portugal, Algarves, e seus Dominios».E o seu art. 2º preceituava: «O mesmo ex-Infante D. Miguel, e seus descendentes são banidos do territorio Portuguez, para em nenhum tempo poderem entrar nelle, nem gosar de quaesquer direitos civís, ou politicos …»Sucede, porém que se trata duma lei s


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2008-02-15 15:50:11
Dom Duarte é o sucessor dos Reis de Portugalpor Augusto Ferreira do Amaral2.3.2 - Por outro lado, não é de aceitar que a chamada «dupla nacionalidade» portuguesa e brasileira atribuída aos cidadãos brasileiros satisfaça os requisitos para que algum destes possa suceder no trono português.A própria Carta, historicamente emergente da separação de soberanias entre Portugal e o Brasil, consagra um nítido afastamento entre a nacionalidade portuguesa e a brasileira, contrastando aí com o texto que fora da Constituição de 1822. No §1º do art 7º exclui da cidadania portuguesa os cidadãos que fossem brasileiros, apesar de terem nascido portugueses.O brasileiro, ainda que tendo também nacionalidade portuguesa, deve ser considerado estrangeiro para efeitos do art. 90º da Carta C


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2008-02-15 15:47:01
Dom Duarte é o sucessor dos Reis de Portugalpor Augusto Ferreira do Amaral2 - Princípios decorrentes da Carta Constitucional (continuação)A naturalidade portuguesa à data da outorga da Carta, era regulada pelo título LV do 2º Livro das Ordenações, que preceituava:«...as pessoas que não nascerem nestes Reinos e Senhorios deles, não sejam havidas por naturais deles, posto que neles morem e residam, e casem com mulheres naturais deles, e neles vivam continuadamente, e tenham o seu domicílio e bens.1. Não será havido por natural o nascido nestes Reinos de pai estrangeiro, e mãe natural deles, salvo quando o pai estrangeiro tiver seu domicílio e bens no Reino, e nele viveu dez anos contínuos ........2. E sucedendo que alguns naturais do Reino, sendo mandados por Nós, ou pelos


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2008-02-15 10:54:43
Dom Duarte é o sucessor dos Reis de Portugalpor Augusto Ferreira do Amaral2 - Princípios decorrentes da Carta Constitucional (continuação)Que significa esta?Que se, antes de o titular falecer, morrer o filho que devia suceder-lhe, qualquer filho deste tem preferência, na sucessão, sobre os irmãos do titular.Tradicionalmente se admitia este instituto na própria sucessão de reinos. Disso dão conta autores como Afonso de Lucena (ob. cit., p.p. 46 e segs.), António de Sousa de Macedo (Lusitania Liberata ab injusto Castellanorum dominio Restituta, 1645, p.p. 258 e segs.), Velasco de Gouveia (ob. cit., p.p 151 e segs.), João Pinto Ribeiro, Injustas Successoens dos Reys de Leam, e de Castella. e izençaõ de Portugal, in Obras Varias, parte segunda, 1730, p. 102) e Francisco de Santo


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2008-02-15 10:38:16
Dom Duarte é o sucessor dos Reis de Portugalpor Augusto Ferreira do Amaral2 - Princípios decorrentes da Carta Constitucional (continuação)No que diz respeito à pessoa real à data em que era emitida a Carta Constitucional, portanto, nenhuma dúvida.E quanto aos futuros reis ?Dois caminhos alternativos poderiam teoricamente abrir-se para a determinação de quem, de futuro, seria o autor da herança, isto é, o Rei relativamente ao qual haveria que determinar quem, pela relação de mais próximo parentesco, competiria suceder no trono. Ou esse parentesco era sempre aferido relativamente ao Rei inicial, ao fundador, ou relativamente àquele que, em cada sucessão régia, tivesse sido o último Rei.Os teóricos sempre preferiram a primeira concepção, em tudo o que concerne à «sucess


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2008-02-15 10:27:50
Dom Duarte é o sucessor dos Reis de Portugalpor Augusto Ferreira do Amaral2 - Princípios decorrentes da Carta ConstitucionalQual, então, o regime de sucessão régia que decorre da Carta Constitucional ?Desde logo se observe que, conforme resulta dos arts. 5º e 88º, nada impede que a sucessão caia em descendentes de irmãos de D. Pedro IV.Isto é, não se exige, como antigamente estava estabelecido, a aprovação das Cortes para a passagem do trono a um colateral, quando o Rei não tivesse descendentes. A Carta seguiu aí a orientação do art. 142º da Constituição de 1822, que, curiosamente, restringiu neste particular os poderes do Parlamento. Enquanto houvesse descendentes da Casa de Bragança, não era necessária a aprovação das Cortes para que na coroa sucedesse um colater


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2008-02-15 10:22:45
Dom Duarte é o sucessor dos Reis de Portugalpor Augusto Ferreira do Amaral1 - Lei aplicável (continuação)Os artigos que, para o efeito, importa levar em conta são os seguintes.«Art. 5º - Continua a dinastia reinante da sereníssima casa de Bragança na pessoa da Senhora Princesa Dona Maria da Glória, pela abdicação e cessão de seu Augusto Pai o Senhor Dom Pedro I, Imperador do Brasil, legítimo herdeiro e sucessor do Senhor Dom João VI.»«Art. 86º - A Senhora D. Maria II, por graça de Deus, e formal abdicação e cessão do Senhor D. Pedro I, Imperador do Brasil, reinará sempre em Portugal.Art. 87º - Sua descendência legítima sucederá no trono, segundo a ordem regular da primogenitura e representação, preferindo sempre a linha anterior às posteriores; na mesma linha


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2008-02-15 10:13:37
Dom Duarte é o sucessor dos Reis de Portugalpor Augusto Ferreira do AmaralIntroduçãoO reconhecimento do Senhor Dom Duarte como Pretendente ao Trono e legítimo sucessor dos Reis de Portugal tem sido de tal maneira consensual e pacífico no nosso País e no estrangeiro que os fundamentos jurídicos dessa identificação são mal conhecidos para a maior parte das pessoas, de tal maneira supérflua tem sido geralmente considerada a necessidade de os relembrar.Porém, algumas escassas vozes ignaras, sem qualquer credencial que lhes confira autoridade nem crédito sobre a matéria, surgiram ultimamente a pretender causar sensação levantando dúvidas sobre aquela insofismável realidade.Vale a pena por isso recapitular os referidos fundamentos jurídicos, para que o público os tenha à dis


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2008-02-12 06:59:45
Manifesto monárquico para o século XXIUma coisa é o Estado e outra o Povo/Nação, como bem se sabe. O Estado, como hoje o entendemos, é um fenómeno historicamente recente, saído da mente dos ideólogos iluministas da revolução francesa, se bem que as suas raízes já se possam encontrar em Maquiavel, por exemplo. Face à integração em curso e à actual tendência globalizante, o ciclo de vida do Estado jacobino entrou claramente na sua fase final, sobretudo na Europa, onde nasceu. Se o seu poder parece mais forte do que nunca, atropelando tudo e todos, mais não é que o estridente e agonizante canto do cisne.Este fenómeno irrecusável anuncia graves dificuldades para as repúblicas, que verdadeiramente só no Estado se consubstanciam. Pelo contrário, abre enormes potencialida


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2008-02-11 11:52:57
Rambo IVRealização do próprio Sylvester Stallone, quase a fazer 62 anos, num argumento que ele próprio também escreve. Relembrando o que se passou até aqui: no primeiro episódio, Rambo luta contra a crueldade policial e o esquecimento numa pequena cidade americana; no segundo, volta ao Vietname para resgatar compatriotas; e no terceiro, ajuda os talibans (irónicamente) na luta contra os soviéticos.Sempre pensei que para que o John Rambo regressasse, tivesse que haver uma enorme razão. Para haver um filme agora, imaginei que fosse sobre a Guerra no Iraque ou o combate ao terrorismo. Mas não, o paralelismo com o Vietname continua e escolheu voltar às guerras regionais asiáticas como foco. A acção passa-se na Tailândia e logo nos vinte minutos de filme somos presenteados com u


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2008-02-07 16:37:29
A Monarquia Espanhola - um caso de sucessoEram 6:21 horas da tarde do dia 23 de Fevereiro de 1981 e no Parlamento espanhol estava a decorrer uma votação. De súbito irrompe na sala o decidido coronel Antônio Tejero Molina, acompanhado de dezenas de homens fortemente armados. Ao mesmo tempo, pelas cidades principais do país, guardas leais aos revolucionários ocupam locais estratégicos. Estava a decorrer um golpe de estado que ameaçava a liberdade de todo um povo. Mas de repente eis que surge na televisão o corajoso Rei Juan Carlos a avisar o país do que se estava a passar e a condenar o acto. – E foi tudo quanto bastou para que a maioria dos revolucionários depusesse as armas e se iniciasse um curto diálogo que fez fracassar o golpe.O papel do Rei foi aqui particularmente relev


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2008-02-01 08:00:42



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2008-01-31 15:14:21
O dia em que o país ficou orfão


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