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    • Reinaldo




      Quem dorme à noite comigo - Reinaldo Ferreira
      Reinaldo Ferreira morreu em Lourenço Marques, actual Maputo, faz hoje 49 anos. Pode pensar que não o conhece mas certamente sabe alguma coisa dele. Veja se não reconhece este poema!Quem dorme à noite comigo?É meu segredo, é meu segredo!Mas se insistirem, desdigo.O medo mora comigo,Mas só o medo, mas só o medo!E cedo, porque me embalaNum vaivém de solidão,É com silêncio que fala,Com voz

      Written by: Nothingandall


      Reinaldo Creagch - Boleros De Toda Una Vida [1999]
      Reinaldo Creagch - Boleros De Toda Una Vida1. Piel Canela2. Toda Una Vida3. Contigo En La Distancia4. Nosotros5. Malditos Celos6. Mosaico De Boleros: Noche De Luna/Duena De Mi Corazon/Desconfianza7. Nuestras Vidas8. Angelitos Negros9. Cenizas10. Vereda Tropical11. Como Fue12. La Vida Es Un Sueno13. Dos Gardenias14. Quizas, QuizasIf you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed! Loo

      Written by: MERKEZ BURASI MUSIC CENTER


      Reinaldo Ferreira
      Acordes gastos De velhos cantos Doutras deidades, Riem, nefastos Das novidades. Zombam?... Quem sabe Qual o sentido, Oculto ou expresso, Que tem a Esfinge? Ai quantas vezes O riso rido É dor que finge Ter-se sorrido; Ou azedume De ser excedido. Talvez apenas Serenidade; Olhos que fitem, Desnecessários, A eternidade. Nós é que, toscos De ter sentido Sua atentatória Supremacia, Nos esquecemos Que os Deuses mortos Não têm memória Nem simpatia.

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      Reinaldo Ferreira
      HÁ QUE MORRER Há que morrer no convés Do seu previsto naufrágio, Tremem-lhes as tábuas aos pés Cheira a presságio. Negros augúrios com asas Cruzam agoiros nos mastros. Os ventos sabem a brasas. Recusam-se astros. Já o Piloto que ruma A proa dos emabaraços, Pressentiu que além da bruma Esperam sargaços. A agulha mentiu o norte, As o Piloto sabia. Quem busba as rotas da Morte Não se desvia! Não se desvia!

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      Reinaldo Ferreira
      A tua mão é que desperta Abril E, só de lhe tocar, reveste a rosa E o vento vem, à tua mão airosa, Como o cordeiro vem ao seu redil É a tua mão que nos ascende, às mil, Estrela por estrela, a clara noite oleosa E nela, a vasta vaga procelosa Semelha avena mansa e pastoril. Oh! mão que nos semeias maravilhas, Afastas do naufrágio as gastas quilhas E deténs o trovão que nos assombra! Oh! mão de alado gesto poderoso! Entre todos sou eu quem, mais ansioso, Aguarda que me cubra a tua sombra!

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      Reinaldo Ferreira
      MEDO   Quem dorme à noite comigo? É meu segredo, é meu segredo! Mas se insistirem lhes digo. O medo mora comigo, Mas só o medo, mas só o medo! E cedo, porque me embala Num vaivém de solidão, É com silêncio que fala, Com voz de móvel que estala E nos perturba a razão. Que farei quando, deitado, Fitando o espaço vazio, Grita no espaço fitado Que está dormindo a meu lado, Lázaro e frio? Gritar? Quem pode salvar-me Do que está dentro de mim? Gostava até de matar-me. Mas eu sei que ele há-de esperar-me Ao pé da ponte do fim.

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      Reinaldo Ferreira
      A que morreu às portas de Madrid, Com uma praga na boca E a espingarda na mão, Teve a sorte que quis, Teve o fim que escolheu. Nunca, passiva e aterrada, ela rezou. E antes de flor, foi, como tantas, pomo. Ninguém a virgindade lhe roubou Depois de um saque - antes a deu A quem lha desejou, Na lama dum reduto, Sem náusea mas sem cio, Sob a manta comum, A pretexto do frio. Não quis na retaguarda aligeirar, Entre «champagne», aos generais senis, As horas de lazer. Não quis, activa e boa, tricotar Agasalhos pueris, No sossego dum lar. Não sonhou minorar, Num heroísmo branco, De bicho de hospital, A afliç&

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      Reinaldo Ferreira
      A Fernando Pessoa (ele mesmo) Cada verso é uma esfinge ter falado. Mas quanto mais explícito ela o diz, Mais tudo permanece inexplicado E menos se apreende o que ela quis.   Erra um sussurro, tão etéreo e alado Que nem mesmo silêncio o contradiz. E o ouvi-lo, ou ávido ou irado Na busca dum segredo sem raiz, É como se em pensar - um descampado - Passasse fugitiva e intensamente O Tempo todo inteiro projectado E a sombra ali marcasse, na corrente Do nada para o nada, inda passado E já futuro, a ficção do presente.

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      Reinaldo Ferreira
      A estátua jacente Mandei, mundano, talhar Esta galante postura. Ai de mim!, que a desventura Dura o que a pedra durar! Latinas frases austeras Dizem de mim ilegíveis, As mil virtudes possíveis À pressão das sete esferas. O nome, farto e faustoso Com que de nada me enchi Horizontal, o esqueci Da altura do meu repouso. Mas sempre sofro, emanando Das cinzas por mim guardadas, Memória de horas danadas Que vão meu sono acordando. Bispo fui; amando a guerra, Cego ao aceno dos céus, Troquei a graça de Deus Pelas miragens da terra Fui cobiçoso, mesquinho, Falso, cruel, intrigante, E numa orgia infamante Pequei a carne

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      Reinaldo Ferreira
      A emoção é como um pássaro: Quando se prende já não canta. Mas se a gente a liberta, Qualquer janela aberta Lhe serve para fugir. O poeta é aquele que numa praça S. Marcos de Veneza transcendente, E de todas as praças, praça ainda, Aguarda na manhã que se insinua Ou na tarde que finda O voo que há-de vir. Ele estende a mão, Abre-a espalmada Ao céu, Que à anunciação de tudo ou nada A emoção virá ou não - Sem emoção, toda a poesia é nada - Fiel à Anunciação que está marcada Na sua condição.

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      Reinaldo Ferreira
      Agora o céu não é das aves, Agora o mar não é dos peixes! Desabam tectos, quebram-se as traves, Tu não me deixes, tu não me deixes! Olha que o Tempo sua os segundos No manicómio da Eternidade! Estoiram os astros, chocam-se os mundos. Tu não me deixes, por piedade! Repara a hora como endoidece, Como acelera, como recua. Eu tenho a culpa do que acontece, Mas, se me deixas, a culpa é tua.

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      Reinaldo Ferreira
      Uma casa portuguesa Numa casa portuguesa fica bem pão e vinho sobre a mesa. Quando à porta humildemente bate alguém, senta-se à mesa co'a gente. Fica bem essa fraqueza, fica bem, que o povo nunca a desmente. A alegria da pobreza está nesta grande riqueza de dar, e ficar contente. Quatro paredes caiadas, um cheirinho a alecrim, um cacho de uvas doiradas, duas rosas num jardim, um São José de azulejo sob um sol de primavera, uma promessa de beijos dois braços à minha espera... É uma casa portuguesa, com certeza! É, com certeza, uma casa portuguesa! No conforto pobrezinho do meu lar, há fartura de carinho. A cortina da janela e o luar, mais o sol que gosta dela... Basta pouco, poucoch

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      Reinaldo Ferreira
      ...Que culpa terão as ondas Dos movimentos que façam? São os ventos que as impelem E sulcos profundos traçam. Aos ventos quem lhes ordena Que rasguem rugas no mar? São as nuvens inquietas Que os não deixam sossegar. E as nuvens, almas de névoa, Porque não param, coitadas? É que as asas das gaivotas As trazem desafiadas. Mas as asas das gaivotas O cansaço há-de detê-las! Juraram buscar descanso Nas pupilas das estrelas. E como as estrelas estão altas E não tombam nem se alcançam, As asas das pobrezinhas Baldamente se cansam Baldamente se cansam, Baldamente palpitam! As nuvens, por fatalis

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      Reinaldo Ferreira
      Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva Ferreira (Barcelona, 1922; Lourenço Marques, 30 de Junho de 1959) foi um poeta português que realizou toda a sua obra em Moçambique. Filho do célebre Repórter x, Reinaldo Ferreira chega a Lourenço Marques em [1941], finaliza o 7º ano do liceu e ingressa como aspirante no Quadro Administrativo da Colónia, tendo subido até Chefe de Posto. Os primeiros poemas começam a ser publicados nos jornais locais ou em revistas de artes e letras. Adapta para a rádio peças de teatro e, mais tarde, colabora no teatro de revista. Autor da letra de canções ligeiras, entre as quais Kanimambo, Uma Casa Portuguesa, Piripiri. Em 1959 é detectado cancro do pulmão e morre no mesmo ano.  

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      Quem dorme à noite comigo? - Reinaldo Ferreira
      Reinaldo Ferreira nasceu faz hoje precisamente 86 anos. Pode pensar que não o conhece mas certamente sabe alguma coisa dele. Veja se não reconhece este poema!Quem dorme à noite comigo?É meu segredo, é meu segredo!Mas se insistirem, desdigo.O medo mora comigo,Mas só o medo, mas só o medo!E cedo, porque me embalaNum vaivém de solidão,É com silêncio que fala,Com voz de móvel que estalaE nos perturba a razão.Que farei quando, deitado,Fitando o espaço vazio,Grita no espaço fitadoQue está dormindo a meu lado,Lázaro e frio?Gritar? Quem pode salvar-meDo que está dentro de mim?Gostava até de matar-me.Mas eu sei que ele há-de esperar-meAo pé da ponte do fim.Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva Ferreira nasceu em Barcelona (Espanha) a 20 de Março de 1922 e morreu de cancro em Lour

      Written by: Nothingandall


      Passemos, tu e eu, devagarinho ... - Reinaldo Ferreira
      Passemos, tu e eu, devagarinho,sem ruído, sem quase movimento,tão mansos que a poeira do caminhoa pisemos sem dor e sem tormento.Que os nossos corações, num torvelinhode folhas arrastadas pelo vento,saibam beber o precioso vinho,a rara embriaguez deste momento.E se a tarde vier, deixá-la vir…E se a noite quiser, pode cobrirtriunfalmente o céu de nuvens calmas…De costas para o Sol, então veremosfundir-se as duas sombras que tivemosnuma só sombra, como as nossas almas.Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva Ferreira nasceu em Barcelona (Espanha) a 20 de Março de 1922 e morreu de cancro em Lourenço Marques (Moçambique) a 30 de Junho de 1959. Filho do jornalista Reinaldo Ferreira (Repórter X), estudou no Porto até 1941 e radicou-se desde os 20 anos em Moçambique, onde foi funcioná

      Written by: Nothingandall


      Cristiano Reinaldo anima qualquer torcida feminina
      eu amo esses jogadores de futebol porque eles são másculos, atléticos e ainda abrem a boca assim ! Crisântemo Reinaldo é o mais lindo de todos!! Essa boca de macho me umidificou! Sabia que nessa foto ele tá me chamando para tomar banho nos vestiários com a toda equipe portuguesa??? Se fui? Não, minha garagem só cabe a ferrari dele!! Quem quiser maior espaço que vá estacionar na parte privada da LiLo!!

      Written by: Topada nas Estrelas


      Reinaldo Gianecchini é pego em flagrante esperando a colunista
      Tá esperando faz muito tempo? Espera mais um pouco, vou demorar porque tô fazendo chapinha no meu pikumã!! Gatto, não faz essa cara de bravo que fico toda emudecida!! Sabia que te olhar deixa qualquer racha em estado de graça? Desaquenda essa de vestido vermelho que ela tá encarando além da conta!Reinaldinho, a ansiedade é tanta que vou aproveitar e deixar as pregas dos olhos mais à vista, sei que isso te deixa todo atiçado....ufa! Fica aí mais um pouquinho, toma algo gelado...molha esses beiços lindos que quando eu chegar vou te encher de dengo!! Te-ajeita-toma-muita-catuaba-pra-vc-aguentar-todas-as-cinco-marchas-da-minha-ferrari!

      Written by: Topada nas Estrelas


      La vida alucinante de Reinaldo Arenas, “suicidado” por Castro
      PARIS.-- La vida del escritor cubano Reinaldo Arenas fue recreada por su amiga y traductora al francés, Liliane Hasson, en una biografía publicada en París que termina con su carta de despedida, en la que responsabiliza a Fidel Castro de su exilio, su enfermedad incurable y su suicidio en Nueva York. La autora de esta biografía, publicada por la editorial francesa Actes Sud bajo el título “Un Cubain libre, Reinaldo Arenas” (Holguin, 1943 - Nueva York 1990) es una reconocida universitaria especialista de la literatura de Cuba, quien lo conoció en 1968 en La Habana. Arenas, traducido a muchos idiomas, es considerado uno de los más importantes escritores de la isla al lado de José Lezama Lima, Cabrera Infante, Virgilio Piñera, Severo Sarduy y Alejo Carpentier. Su obra está censurada en Cuba, aunque la revista en internet oficial la Jiribilla publicó unos textos suyos. “Arenas es un escritor irrecuperable para el régimen cubano, ya han tratado, pero no lo pueden hacer mi

      Written by: YaNoMas


      Reinaldo Argüelles, Mediasfera, Nuevo Director General de AMPE
      AMPE aceptó por unanimidad el nombramiento de Reinaldo Argüelles como Director General de AMPE. Reinaldo hasta ahora ejercía como Socio-Director de Mediosfera, que como conocen es la mayor Plataforma de Información Profesional en Internet sobre los Medios Publicitarios de España: PRENSA, SUPLEMENTOS, REVISTAS, RADIO, TELEVISIÓN, INTERNET, EXTERIOR y CINE, convertida desde su nacimiento en una interesante herramienta para todos los profesionales de la industria.Reinaldo Argüelles sustituye en el cargo a Jesús Martín quien ha dirigido Ampe durante diez años. Ingeniero Superior de Telecomunicaciones, ha estado vinculado en su carrera profesional a los Medios desempeñando puestos directivos en: Red de Publicidad Exterior, Cadena Cope, Antena 3 de Radio, Antena 3 Televisión y Onda Cero Radio. Vinculado a AMPE en calidad de Consejero, actualmente es coordinador de un módulo del Máster V en Gestión de Medios Publicitarios de la propia Asociación y dirige el Portal de informaci

      Written by: Puro Mercadeo


      Reinaldo Arenas
      if you don't know reinaldo arenas work, you must read him immediately. he was an exiled cuban novelist and poet. read his books.My Lover SeaI am that childwith the round, dirty facewho on every corner bothers you with his“Can you spare a quarter?” I am that child with the dirty face,no doubt unwanted,that from far away contemplates coacheswhere other childrenemit laughter and jump up and down considerablyI am that unlikeable child definitely unwanted,with the round dirty facewho before that giant street lights or under the grandams also illuminatedor in front of the little girls that seem to levitate projects that insult of his dirty face I am that angry and lonely child of always,that throw you the insult and warns you:if hypocritically you pat me on the headI would take that opportunity to steal your wallet I am that child of alwaysbefore the panorama of imminent terrorimminent leprosy, imminent fleas,of offenses and the imminent crime.I am that repulsive child that improvises a

      Written by: all the way from oy to vey


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